UM CAMINHO CONSTRUÍDO PELAS ARTES
O silêncio ensinou-me a escutar.
A música chegou cedo à minha vida.
Primeiro como descoberta, depois como linguagem.
Com o tempo vieram o teatro, o cinema e outras formas de expressão que ampliaram a minha forma de observar o mundo.
A DESCOBERTA
A música chegou primeiro.
Uma parte importante de quem sou nasceu quando descobri, ainda em criança, que a música podia transformar emoções em som.
Aquilo que sentia encontrou um lugar para existir através das notas, dos silêncios e da imaginação.
Desde então, a música tornou-se uma forma de compreender o mundo, de me aproximar das pessoas e de procurar uma verdade através do som.
O TEATRO E O SILÊNCIO
Aprendi que escutar é uma forma de presença.
O teatro trouxe uma nova profundidade ao meu caminho.
Para além das técnicas e das interpretações, ensinou-me o valor do ritual, da escuta e da presença.
Os mestres e companheiros mostraram-me que a arte tem uma responsabilidade humana e comunitária.
Aprendi que cada encontro tem valor e que, muitas vezes, aquilo que transforma um momento acontece no silêncio entre as palavras.
O QUE PERMANECE
Diferentes caminhos, a mesma procura.
A música, o teatro, o cinema e os projetos autorais levaram-me por diferentes caminhos.
Apesar das diferenças, todos partilhavam a mesma intenção: criar espaços de encontro, reflexão e sensibilidade.
Com o passar dos anos, percebi que o que mais me interessa são as formas que a arte assume, a sua integração e o que ela desperta nas pessoas.
É essa procura que continua a acompanhar o meu trabalho.
HOJE
Continuo a aprender.
Hoje procuro levar esta aprendizagem para cada projeto, celebração ou apresentação.
Acredito que a música tem a capacidade de aproximar pessoas, criar significado e revelar a beleza dos momentos mais simples.
Sem grandes pretensões além do meu ofício, procuro estar presente com respeito, compromisso e humanidade.
É isso que encontrará em mim
“Entre o som, a cena e a imagem, a minha arte existe para criar o encontro.”
