ESCUTAR
A música liberta as imagens que trazemos dentro.
Deixo que cada composição nasça da emoção e do silêncio, permitindo que o som mude de forma no ar. Esta música existe para ser completada pelas sensações e pelas imagens de quem a escolhe escutar.
Algumas encontraram o seu lugar em álbuns. Outras acompanharam espetáculos ou filmes. E há ainda aquelas que continuam simplesmente a crescer, à espera do momento certo para serem partilhadas.
Escutar também é uma forma de encontro.
ÁLBUM DUPLO ACORDEÃO AUTORAL
Dois volumes para um mesmo caminho
Cada álbum pertence a um momento diferente da minha viagem. Ainda hoje, ao interpretá-los, continuo a descobri-los; continuo a abraçar as emoções desses instantes que o tempo transformou em música.
VOLUME I
O início de uma reconciliação
Uma janela para as imagens que me trouxeram de volta ao acordeão: o olhar de Pedro e Mariana, suspenso num segundo que desafia o barulho do mundo; a dança de um hipopótamo rebelde; o desgarro de Luchita. O limiar de uma noiva em direção ao seu ritual, os ares frios da Patagónia, e Alayna transmutada em milonga.
Voltar a abraçar o fole para transformar o tempo em madeira, ar e memória.
Momentos e motivos de um regresso à origem.
VOLUME II
Tal como a própria vida
O reverso do silêncio. Um tecido musical nascido de imagens que perfuram a memória: o desgarro lúdico da dor, as discussões do corpo, a urgência do iminente e o relógio implacável que marca uma inesperada última respiração.
A força violenta de uma decisão onde o eco de um vazio melancólico é, finalmente, abraçado por um remanso de paz e um suspiro com ar francês.
Música escrita a partir do impacto, tal como a própria vida.
CORRAL ALHEIO TEATRO
A matéria viva do corpo cénico.
Corral Alheio é um compromisso agudo com a memória e com o presente; um território onde desafiamos o esquecimento para confrontar o vazio de um mundo atual.
Um poema que habitou as ruas e os palcos num barco voador, onde cada presença e elemento se fundiram num único corpo vivo.”
“O corpo que se ergue para despertar a memória”.
A BANDA SONORA
A memória do espetáculo.
Contra o destino habitual do teatro, conseguimos registar e partilhar esta banda sonora — uma ponte para que o efémero da cena viva no tempo.
O PROCESSO
Como nasceu Corral Alheio.
Da força de um texto, da convicção e da coragem de quem convoca, e de uma equipa que se uniu para erguer o teatro como o espelho de uma realidade.
Um caminho que se fez através da alegria do jogo, da exatidão da disciplina e de uma procura profunda, onde cada detalhe deu vida a esta criação.
Este documentário abre a porta à intimidade desse encontro.
“O que aqui se viveu continua a pulsar na nossa memória.”
HOJE
A semente continua viva.
Num tempo em que o teatro e o encontro se tornam difíceis, o compromisso permanece intacto.
Sigo criando por mim mesmo e respondendo a quem me convoca, com a mesma entrega e profundidade de quem planta uma nova vida neste amor pelo teatro e pela sua missão.
“A arte de criar um encontro.”
PIANO
Fragmentos da vida
O piano foi o meu primeiro amigo e o meu primeiro universo. Muito antes do teatro, foi nele que aprendi a escutar o mundo e a traduzir as minhas vivências em música, livre de julgamentos.
Estas três peças são uma amostra de um trabalho contínuo — poemas instrumentais que habitam a cena, o cinema ou, simplesmente, o teu ouvido.
Podes contar comigo para navegar por universos sonoros desconhecidos, procurando uma verdade que possa integrar uma ação, dar força a uma cena ou vestir um filme.
Sublime, a filha da luz
Amor à francesa: a paixão não quer morrer
O Jardim de Mariana: Arranjos do mestre Emilio Pizarro
“A música que nasce para dar voz ao que ainda não foi visto.”
SILÊNCIO
Obrigado por escutar
“É no silêncio que a música continua dentro de quem a leva consigo.”
