TEATRO • CINEMA • PROJETOS AUTORAIS
A música: Corpo invisível da cena e da imagem.
O teatro e o cinema mostraram-me que a composição é um ato de tradução e cumplicidade.
A música funde-se com a ação dramática e a luz, deixando de ser apenas som para passar a ser espaço, tempo e emoção partilhada.
“O alimento silencioso que une o visível ao invisível”.
CRIAÇÃO AUTORAL
O guião dramático que nasce da música.
Se no teatro e no cinema a história parte, habitualmente, da palavra escrita, as minhas criações propõem um caminho diferente: aqui, a música é a própria dramaturgia.
Cada obra nasce de uma premissa, de uma pergunta essencial que investigo através do som. É a profundidade da composição, nascida de emoções viscerais e de imagens de vida, que dita o rumo, integrando depois o corpo, o movimento e a imagem num poema sinfónico visual.
AS CRIAÇÕES
Cada obra nasce de uma pergunta diferente.
Silêncios de luz e sombras
Amor inefável.
Uno.
Contos de amor, loucura e demência.
CINEMA
Compor para cinema é aprender a escutar diferentes universos.
Algumas colaborações nascem da confiança cega e da admiração mútua, onde crio sem conhecer as imagens; noutras, trabalho lado a lado com o realizador na montagem, afinando o ritmo, o silêncio e a emoção de cada plano.
Seja através de grandes produções ou de cumplicidades independentes, o motor é sempre o mesmo: a admiração e a coragem partilhada de ver nascer uma obra.
FILMOGRAFIA
A cumplicidade transformada em imagem
"A cópia feliz do Éden"
“A família Dionti”
“O rio”
CAMINHO
O teatro como destino.
Há encontros que mudam tudo. O meu com o teatro aconteceu aos trinta anos, como um ato de libertação e audácia. Despido de pretensões, entrei num mundo que desconhecia e ali permaneci dez anos.
Mais do que uma disciplina, o teatro foi o abrigo que me acolheu como pessoa e me formou como ator, num espaço onde valores que julgava inexistentes viviam em plenitude. Ali, a minha música também encontrou o seu lugar. É esta formação e vivência que dão a coragem e as asas ao meu caminho presente.
Apesar das correntes individualistas, o teatro mantém-se como a minha raiz. Não importa quantos projetos fiquem pelo caminho; é na vibração da cena que encontro o meu verdadeiro lar.
- 2001 | Nosferatus
- 2003 | As botas de Leonardo
- 2004 | Elena
- 2006 | A trança
- 2007 | Ópera em mim
- 2011 | Dramaturgia Regional
- 2012 | Corral Alheio
- 2013 | As tragédias deixamo-las para o Shakespeare
- 2023 | Cabaré Cherri
- 2024 | Cabaré Constantino
HOJE
Onde o som e a presença se encontram.
Com o tempo, compreendi que criar é também assumir um papel social: uma oportunidade para aproximar pessoas e criar comunidade através da escuta.
Cada novo projeto desenha-se como um convite a uma experiência sensorial, um espaço partilhado onde o som e a imagem procuram provocar a reflexão, despertar a emoção e resgatar o que nos une.
“O verdadeiro espetáculo completa-se em quem o sente.”
